Exames essenciais para hipertensos: prevenção de doenças renais
O vídeo relata o caso de um paciente hipertenso que, após 12 anos de tratamento, nunca realizou exame de urina, resultando em diagnóstico tardio de insuficiência renal. A criadora explica a relação entre hipertensão e doença renal, enfatizando que a pressão alta danifica os vasos renais e que rins lesionados podem agravar a hipertensão, formando um ciclo vicioso. Ela afirma que hipertensão é a segunda maior causa de diálise no Brasil e recomenda que todo hipertenso faça anualmente dois exames: creatinina com taxa de filtração no sangue e albumina na urina.
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Descrição Original
Doze anos tomando remédio de pressão, certinho. E em doze anos, ninguém nunca pediu um exame de urina. Nem um.
Ele chegou por um inchaço nas pernas “do calor”. A função renal estava em 34%. E o vazamento de proteína que anunciava isso apareceria num exame de urina simples, anos antes.
Pressão alta e rim vivem uma relação tóxica: a pressão vai furando os vasinhos do filtro — água em alta pressão numa peneira delicada, todo dia, por anos. E o rim machucado sobe ainda mais a pressão, porque é ele quem controla sal e água. Um piora o outro.
Por isso a hipertensão é a 2ª maior causa de diálise no Brasil. E não é a pressão de 20x12 — é a de 15x9 mantida por anos, “quase boa”.
Os dois exames de todo hipertenso, todo ano:
1. Creatinina com TFG (sangue)
2. Albumina na urina
Você é hipertenso? Já fez o de URINA alguma vez? Responde SIM ou NÃO — quero ver essa estatística.
Conteúdo confiável
A relação entre hipertensão arterial e doença renal crônica é bem estabelecida na literatura médica. A hipertensão é de fato uma das principais causas de insuficiência renal e necessidade de diálise, ficando atrás apenas do diabetes mellitus. O dano renal causado pela pressão alta ocorre devido à lesão progressiva dos vasos sanguíneos renais. A recomendação de monitoramento anual da função renal em pacientes hipertensos, por meio de exames como creatinina sérica (com cálculo da taxa de filtração glomerular) e pesquisa de albuminúria, está alinhada com diretrizes nacionais e internacionais de nefrologia e cardiologia. Detectar precocemente alterações nesses exames pode permitir intervenções que retardem a progressão da doença renal.
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Verificação das alegações 6
Comprovado
Pressões arteriais moderadamente elevadas (como 14/9 ou 15/9 mmHg) mantidas por muitos anos podem causar lesão renal significativa, mesmo sem picos extremos.Trecho do vídeo
E não é a pressão dramática de 20 por 12, é aquela de 15 por 9, 14 por 9, por muitos anos. Aquela que a pessoa acha que está quase boa ou que, ah, o meu normal é esse.
Análise
A literatura médica mostra que níveis de pressão arterial persistentemente elevados, mesmo que não sejam extremos, aumentam o risco de lesão renal crônica ao longo do tempo. O risco é cumulativo e depende da duração da exposição à pressão elevada.
Alta confiança
Comprovado
Hipertensão arterial causa lesão progressiva nos vasos renais, e a lesão renal pode agravar ainda mais a hipertensão, formando um ciclo vicioso.Trecho do vídeo
A pressão alta e o rim, eles vivem uma relação muito tóxica. A pressão vai furando os vazinhos minúsculos do filtro. É como se tu jogasse água em alta pressão numa peneira delicada todos os dias por muitos anos. E o rim machucado acaba respondendo subindo ainda mais a pressão, porque é ele que controla o sal e a água do corpo. Um acaba piorando o outro, como se fosse um ciclo vicioso.
Análise
A relação bidirecional entre hipertensão e doença renal crônica é bem documentada. A hipertensão pode causar nefroesclerose e lesão glomerular, enquanto a perda da função renal pode levar à retenção de sódio e água, agravando a hipertensão. O ciclo vicioso descrito é reconhecido na literatura médica.
Alta confiança
Comprovado
Todo paciente hipertenso deve realizar anualmente exames de creatinina com taxa de filtração glomerular e albumina na urina para rastrear precocemente doença renal.Trecho do vídeo
Os dois exames, anota aí, creatinina com taxa de filtração no sangue e albumina na urina. Uma vez por ano, todo ano, todo hipertenso precisa fazer esse exame. É barato, é simples e pega um problema com anos de vantagem.
Análise
As principais diretrizes de cardiologia e nefrologia recomendam o rastreamento anual da função renal em pacientes hipertensos, utilizando creatinina sérica (com cálculo da TFG) e pesquisa de albuminúria. Essa prática permite diagnóstico precoce e intervenção oportuna.
Alta confiança
Comprovado
A presença de proteína na urina (proteinúria) poderia ter sinalizado precocemente a doença renal, permitindo intervenção anos antes da insuficiência renal avançada.Trecho do vídeo
A função renal dele estava em 34%, um terço do normal. E o mais duro, o vazamento de proteína já anunciava isso e poderia ter aparecido no exame simples de urina. Isso poderia ter sido resolvido anos antes.
Análise
A detecção de proteinúria (especialmente albuminúria) em exames de urina é um marcador precoce de lesão renal. Identificar proteinúria em pacientes hipertensos permite intervenção precoce, podendo retardar ou evitar a progressão para insuficiência renal avançada. Essa conduta é recomendada por diretrizes nacionais e internacionais.
Alta confiança
Comprovado
A hipertensão arterial é a segunda maior causa de diálise no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do diabetes.Trecho do vídeo
Por isso, a pressão alta é a segunda maior causa de diálise no Brasil e no mundo, atrás só da diabetes.
Análise
Dados epidemiológicos nacionais e internacionais confirmam que a hipertensão arterial é a segunda principal causa de doença renal terminal e necessidade de diálise, atrás apenas do diabetes mellitus.
Alta confiança
Comprovado
É comum que pacientes hipertensos passem muitos anos em acompanhamento sem que seja solicitado exame de urina para rastreio de lesão renal.Trecho do vídeo
Em 12 anos ninguém pediu um exame de urina pra ele, nenhum.
Análise
Na prática clínica, muitos pacientes hipertensos realmente não realizam exames de urina de rotina, apesar das recomendações das diretrizes. Isso é reconhecido como uma falha frequente no acompanhamento da hipertensão.